quarta-feira, 22 de julho de 2009

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Peregrina

Fui estrangeira durante quase toda minha vida.
Não tenho alternativa, aceito esta condição.
Parti! Rompendo laços e sem alguma intenção,
Secaram-se-me as raízes, de tanta despedida.

Fui peregrina por mais caminhos neste mundo,
Que a memória me consente, deixando tudo para trás.
Falta de um lugar geográfico que me desse paz,
Para gerar novas raízes e enterra-las bem fundo.

A contragosto deambulei por dois continentes.
Forçada ou auto-exilada, como tantos emigrantes,
Vivendo na saudade provocada pela recordação.

E se me perguntarem, afinal de onde sou.
De sítio nenhum! Nem sei para onde vou!
Só sei que sou portuguesa de coração.


Paula Mendes

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