Caminho só
Caminho só!
Errante eremita, tal alma penada.
Gládio com pujança, desato o nó.
Atalhos insertos, busco a vida amada.
Nas diligências desta vida sem dó,
Indago redenção da minha alma danada.
De minhas lágrimas assento o pó…
Exausta, padeço com tanta dor!
Adornada deste manto vermelho,
Que já quase não tem cor,
Tal reflexo fosco no espelho.
Sinto nas feridas da vida, ardor.
Anseio felicidade, sentimento alheio.
Busco neste frio polar o calor…
Não quero ficar inerte na solidão!
Residir eterna prisioneira na melancolia,
Velejar nas águas trovas da decepção.
Mas sim! Arquitecto alento nesta agonia,
Forjando o trilho que leva a vocação.
Que faz da vida Harmonia,
E enche de amor meu coração.
Paula Mendes
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário